Sem querer

Sinto o beijo da tormenta

E a calmaria me diz ‘boa insônia’

Sonha com o que te roubaram

Era o cigarro apagado

Calado, me esperando no chão

Era o amor e o ódio

Pedindo o prazer de se sentir

De fazer sentido

Dentro do meu não querer

Existem mil coisas que eu não quero ser

Um rei sem coroa

Embriagado da própria ilusão

Existem mil coisas em meu coração

Mais você...

Faço um rogo aos céus

E o inferno vem me receber

De braços abertos

Dizendo ‘quanto tempo! ’

Passava da hora de encontrar

As chaves para jogar fora

Sem abrir as portas

Sem querer passar

Sem querer sentir

Sem querer

Era o beijo da tormenta

E a calmaria, amando contra mim

Era um grito que parecia

Tanto com o silêncio

Um paradoxo assim...

Copyright © 2026 Isiely Ayres

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Tive a oportunidade de transferir meus brinquedos poéticos para a língua inglesa se por curiosidade queira ver, aí está o link para checar com esta ficou:

WITHOUT WISHES




 

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