‘Calamor’
Não senta no canto
Do seu desencanto
Para tentar dizer
Outra vez e de outro jeito
O que grita e rasga teu peito
De mil maneiras
Difíceis de compreender
Agora senta, canta,
Tenta esquecer
Como em um voo doloroso
De uma águia solitária no céu
Indo em direção as montanhas
Para encarar a metamorfose
Tornar-se um pombo branco
Da paz
Feliz com as migalhas
Que nunca quis
Vamos calar
Calar sempre o amor dentro de nós
Vamos calar
Calar sempre e seguir armados
Não queremos ser salvos
Qualquer gole, qualquer trago
Imuniza desta dadiva
Essa inércia embriagada
É o verbo amor
Em tempo passado outra vez
Nos trinta segundos
Em que seu corpo colava no meu para dançar
Calando a dor que eu sentia sozinha
E seguia
Enquanto o homem que eu queria
Perambulava pelos corredores
De madrugada
Depois de uma f*** maldada
Que bom que não foi comigo!
Copyright © 2026 Isiely Ayres
[All rights reserved.]
Tive a oportunidade de transferir meus brinquedos poéticos para a
língua inglesa se por curiosidade queira ver, aí está o link para checar com
esta ficou:


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