Depois da virada Ouvir falar de todas estas previsões Como se fosse pouco a catástrofe Da minha própria vida Se não quer saber já basta Todos os rádios desligados E todos os livros fechados Na mesa temos duas taças Uma para o sangue e outra para as lágrimas Pode comemorar fim do mundo Vai ser A melhor hora da sua vida Vão rogar lhe paz, amor e alegria Mas não se preocupa com nada Depois da Virada Seremos os mesmos de desesperados Esperando o próximo sábado Ter um bom emprego Morar numa boa cidade Ser escravo do dinheiro Para o status de dezembro, janeiro e fevereiro Esse cara tem que trabalhar para mim E se não quer andar já basta Todas as boas sombras pela estrada E todas as portas fechadas No banheiro temos duas privadas Uma para dor e outra para o desencanto Pode separar que vira fertilizante Copyright © 2025 Isiely Ayres [All rights reserved.] Tive a oportunidade de transferir meus brinquedos poéticos para a língua ing...